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| Texto publicado em 01/03/2010* - 13:21, segunda-feira. | por Ítalo Amorim | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 23 meses! |  Quem ganhou com o Gauchão Pensei em dividir esse post em duas partes. A primeira dirá a respeito da conquista do primeiro turno pelo Grêmio. Além disso, fará algumas considerações sobre a campanha de um modo geral do time de Porto Alegre, exaltando prós e contras. Já na segunda parte, haverá uma análise tática do time do Grêmio na final, também com observações pontuais.
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 1° parte
O Grêmio ganhou o primeiro turno do Gauchão, mas não ganhou com ele. Lesões de três dos principais titulares da equipe levam a crer que até agora estamos em saldo negativo. Lúcio e Souza ficam fora por seis meses, graças a cirurgia no joelho. Borges teve um estiramento na coxa direita ainda no primeiro tempo da final – ainda não se sabe quanto tempo deverá ficar em tratamento.
Esses são alguns exemplos de como um campeonato regional pode desmantelar um time. Outras lesões como de Adílson, já recuperado, fazem parte da lista. Leandro também está no departamento médico, porém a lesão se deu em um treino, livrando o Gauchão de qualquer culpa.
Outros destaques negativos foram as convicções do treinador que já são nítidas. Silas trouxe muitos jogadores que trabalharam com ele no Avaí e dá prioridade aos mesmos, até quando eles não justificam dentro de campo.
Quem ganhou mesmo com o campeonato foi o próprio Novo Hamburgo, que vinha mal na competição até a fase de mata-mata. Eliminou o Inter e foi muito bem contra o Grêmio. Tão bem que por pouco não arrancou o título do primeiro turno da equipe tricolor. O time do Vale dos Sinos criou um plantel forte que vai incomodar muito no segundo turno.
Ainda falando em título, a festa que aconteceu no Olímpico foi mentirosa. Não existe taça, os torcedores esqueceram os defeitos do time em função desta falsa comemoração.
2° parte
Vamos analisar como o time do Grêmio iniciou a partida e como estava o posicionamento ao final dela.
P.s.: As setas indicam uma movimentação especial proposta por Silas aos seus comandados.
Fábio Santos e Mário Fernandes saíram muito para apoiar, mas tinham ordens claras de proteger as laterais. Ferdinando protegia muito a zaga na saída dos laterais e dava liberdade para o avanço de Rochemback também. Hugo, aberto pela esquerda, deveria fazer as vezes de um ponteiro. Douglas jogou de costas para o ataque esperando a movimentação de quem vinha de trás. William substituiu Borges antes do intervalo, as funções não foram muito alteradas apesar de William ser mais centroavante e Borges mais pivô.
Silas trocou Jonas – atacante – por Adílson – volante – e trocou Douglas – meia armador – por Maylson – segundo volante de velocidade. Com as trocas, o técnico se fechou e isolou William no ataque. Seria muito injusto classificar a atuação dele como negativa, pois em nenhuma oportunidade ele recebeu a bola em condições de fazer alguma jogada de efeito.
Em contrapartida, o Novo Hamburgo se atirou ao ataque com praticamente 4 jogadores ofensivos. Prendeu o Grêmio no campo de defesa em pleno estádio Olímpico, mas não conseguiu arrancar o empate. |  | |
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