Agora explico as considerações: o gáucho nunca foi visto como um povo com molejo, a chula, por exemplo, é uma dança típica do povo do Rio Grande do Sul e se trata de uma representação de masculinidade em que um homem desafia o outro. Bem parecido com o futebol, se analisarmos. Então, esse povo que exala virilidade não sabe requebrar. Por fim, o samba sem requebrado não é samba.
A outra, revela que é verdade que o brasileiro fica de férias até o carnaval e o exemplo disso é o futebol novamente. Mais precisamente o Grêmio.
A zaga do Grêmio está de férias. Os defensores andam despreocupados.
Entretanto, o abre-alas Borges anda atento acompanhado de sua bateria de gols.
Victor é o típico folião: agarrando todas que passam por ele, sem dó. Cada bola que o goleiro defende é para ele como uma loira de short curtíssimo pulando carnaval. Dali a pouco aparece uma morenaça, uma ruivinha baixanha de pernas torneadas e o rapaz segue se deleitando.
Mesmo com esses prós e contras precarnaval, o Grêmio venceu o Araguaia, mas não convenceu. Pelo contrário, assustou novamente, pois saiu perdendo.
Por ter ganho por dois gols de diferença, eliminou o jogo de volta (brasileiros tem alguma coisa com regras). Silas e os gremistas em geral comemoraram por esse feito. Mas enganam-se. O jogo foi absurdamente ruim tirando a meia dúzida de jogadas que originaram os gols, o Grêmio foi mal, muito mal.
Eu torceria por um jogo de volta contra o Araguaia. Mais como uma espécie de jogo-treino para aí sim fazer escore e tirar esse frio na barriga dos torcedores.
Mas os jogadores estão realizados e já preparam suas fantasias.
Quanto a mim? Só volto a escrever depois do carnaval. |  | |