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| Texto publicado em 12/02/2012* - 13:42, domingo. | por Padre Ari | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 3 meses! |  A esperança de um mundo melhor está nas mãos das novas gerações que tem sede por uma educação: a "verdade" Percebe-se em todo o planeta um fenômeno curioso e extremamente significativo, ou seja, a mobilização de jovens inconformados, frustrados ao se deparar no dia-a-dia com uma sociedade desorientada que não encontra seu espaço, carente de metas solidificadas pela ausência de valores, virtudes e princípios que lhe aponte o verdadeiro sentido da vida de cada um. Essa reação não se restringe apenas a países pobres, subdesenvolvidos e emergentes, mas surpreendentemente e com mais intensidade ainda nos países desenvolvidos, a Europa, Estados Unidos e outras nações que ainda vivem uma realidade materialmente boa. Essas manifestações apontam para algo bem mais séria que a primeira vista possa parecer. O vulcão que rosna nos bastidores da cultura atual atinge todos os meandros e com o agravante fenômeno da globalização não consegue mais fazer com que a crise da sociedade seja apenas algo regional, mas mundial.
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O jornalista italiano Mário Ponzi diz: “(...) Nas novas gerações crescem o sentido de frustração pela crise que está a atormentar a sociedade, o mundo do trabalho e da economia. E acrescenta: “O ano 2012 anuncia-se de igual modo tenebroso no horizonte”. Pergunta-se que podemos esperar ante essas previsões? No Brasil 2012, é um ano eleitoral imaginemos as possíveis distorções, tendo em vista a busca do voto para se eleger a um cargo público! Quem são os candidatos, seu perfil, suas intenções e programa de governo? É o bem comum? Precisamos estar conscientes de que uma educação para a política da nossa juventude é uma necessidade em quase todas as instituições de ensino, tanto médio como superior. Enquanto isso não for uma realidade, as novas gerações correm o risco de serem robôs humanos, manipuláveis em todos os sentidos, perdendo aquilo que é mais precioso no ser humano, ou seja, a capacidade de identificar seu próprio ser.
A educação dos jovens para os valores humanos e religiosos ainda é a resposta para um mundo diferente
O Cardeal Peter Kodwo Appoiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho “Justiça e Paz” numa entrevista ao jornal “L’Osservatore Romano, fez uma declaração realista: “(...) As raízes deste mal estar são antes de tudo culturais e antropológicas”. E continua: “O que falta, é uma educação para a solidariedade intergeracional. E isto: “gera a desorientação dos jovens perante modelos que sentem como próprios” (ibidem). Tenho em várias ocasiões abordado essas questões a todos os segmentos da sociedade, que é necessário uma nova estruturação. A escritora Rose Marie Muraro publicou um livro que estou lendo e que vai ao encontro daquilo que defendo nos meus artigos e livros. “Reinventando o capital/dinheiro”, onde frisa com muita propriedade o valor e a dignidade da pessoa humana”. Na verdade no chão da crise mundial está a cultura relativista e subjetivista que não leva ninguém a um porto seguro. Por ocasião do Dia Mundial da paz, Bento XVI em sua mensagem afirmou: “Parece que um manto de escuridão tem descido sobre o nosso tempo, impedindo ver com clareza a luz do dia”.
Nós educadores precisamos sentir a responsabilidade na formação dos jovens, eles são os protagonistas do futuro
A educação autêntica precisa partir de valores e princípios objetivos que lhes proporcione esperança em relação ao futuro, e, nesse sentido representam a continuidade da família. Bento XVI faz um apelo quase dramático: “(...) Os responsáveis pela educação façam juntos uma revisão, uma desconstrução da ordem atual, antes de tudo, em termos de responsabilidade. De fato os jovens muitas vezes se encontram a viver em contextos e ambientes de vida deseducativos, a fazer experiências que os levam a perder-se ou frustrar-se. Todos os responsáveis chamados são convidados a agir. Se, por exemplo, o mundo político não se tornar exemplar, não só na elaboração de políticas eqüitativas, mas também no comportamento de políticos, ou se a política estiver totalmente submetida só à força dos interesses econômicos e financeiros assim, uma subalternidade em relação a eles, também a sociedade degenera. Pode-se dizer o mesmo em relação a todos os educadores, incluindo pastores e os formadores eclesiásticos. Penso que é fundamental focalizar o problema da democracia participativa, cada vez mais ameaçada por derivas populistas ou por instâncias nacionalistas ou regionalistas” (ibidem).
Entretanto é mister levar em conta de que ao se falar em educação não é qualquer educação, mas uma que seja a expressão e transmissão de um “manual de vida”, na ótica de uma renovada ética pública e de uma forte coesão social. Se o conceito de “Verdade” é colocado a margem da educação, com certeza, ignora-se um horizonte importante, ou seja, qual o fim para qual educar. Por outro lado, a figura do educador deve se apresentar como uma testemunha que gera credibilidade, afinal os jovens não são entidades passivas. Partindo desse pressuposto do educador protótipo, há toda uma possibilidade de incentivo aos jovens de serem protagonistas e artífices da própria vida, na valorização dos talentos, em liberdade e solidariedade com os outros, a descobrir o projeto que Deus tem para cada jovem. “Não é verdade que as grandes ditaduras existiram em virtude da mentira ideológica e que só a “Verdade” pôde trazer a libertação? (RATZINGER, Joseph - Bento XVI. Jesus de Nazaré. p. 175. Vol.II. Planeta. 2011). O desafio hoje mais do que nunca é educar nossa juventude para ir sempre em busca da “Verdade” e não de ideologias baratas que não levam a nada.
Pense e Reflita! |  | |
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