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Labirinto
Lancei meu olhar
Entre o mundo dos sem tetos
Lágrimas sem vetos de ilusão
Passeei no uivo do vento
Vivi a ausência do presente
Solitário momento...
Pegadas na lembrança
Nas areias da alma pagã
Onda de marítima voz.
Percorri estradas
Enfrentei ciladas
Cinzentos sentimentos
Dialoguei com o vento
E com a fúria das chuvas
Lancei obtusos olhares
Pelos labirintos da alma
Lugares em que estive
No interior dos meus poemas.
Senti-me deserticamente só
Metaforicamente nu
Dividido entre versos
Rimando princípios
Queimando vaidade
Fumaça de vícios
Carbono de perdas
Mas, plantei sementes
E pedi pela primavera...