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Texto publicado em 08/09/2010* - 17:41, quarta-feira.por Redação GramadoSite
*Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 20 meses!
Nova Petrópolis promove a segunda edição da Olimpíada de Literatura Infantil
Entre os dias 13 e 24 de setembro, o mundo da leitura contagiará os 500 alunos da Educação Infantil de Nova Petrópolis.

Nova Petrópolis promove a segunda edição da Olimpíada de Literatura Infantil
ovens leitores conhecem o funcionamento da biblioteca durante a olimpíada
A II Olimpíada de Literatura Infantil será realizada pela manhã e à tarde na Biblioteca Pública Municipal Prof. Elsa Hofstätter da Silva e terá como foco a conscientização relativa à preservação do Meio Ambiente e, como metodologia de trabalho da olimpíada, será proposta aos alunos a dramatização da história “João e Maria”, alterando seu enredo para englobar a questão lixo e natureza. Além de mostrar uma preocupação para com a consciência ecológica, este projeto também visa trabalhar a expressividade corporal das crianças e sua interação através do teatro.

Durante a abertura das atividades, será apresentado um vídeo educativo sobre cuidados que devemos ter com o acervo de uma biblioteca, manuseio de livros e locais para leitura. Após, os alunos seguem para outro espaço da Biblioteca onde assistirão a dramatização da história: “João e Maria”. E, finalizando, os alunos dramatizarão novamente a história utilizando o figurino dos personagens para fazê-lo à sua maneira. Cada escola terá um horário determinado para realizar estas atividades. “O nosso principal objetivo é incentivar os pequenos estudantes a ler, e mostrar a eles o quão importante é esse hábito”, afirma a bibliotecária Susana Carrasco. Todas as dramatizações serão premiadas com medalhas de ouro com o logo da Biblioteca.

JOÃO E MARIA

Era uma vez um menino chamado João e sua irmã Maria, que moravam em uma casa perto da floresta.
Um dia, seu pai e sua mãe pediram que fossem buscar galhos secos para acender o fogo. Não precisavam trazer muitos, apenas o bastante para acender a lareira.

- Não vão muito longe. Os galhos que temos aqui perto já servem, não vão se perder por aí...

- Pode deixar, mamãe, vamos voltar logo!

E lá se foram os dois procurar gravetos secos por ali. A procura estava complicada, pois havia muito lixo espalhado pelo chão. Em virtude disso se dispersaram. Não queriam ir longe, mas entre uma brincadeira e outra, distraíram-se. Para não se perderem pela floresta, Maria teve uma ideia genial: foi marcando todo o caminho com migalhas de pão, para saber por onde voltar, assim não iriam se perder e poderiam brincar à vontade.

Já estava escurecendo quando resolveram ir para casa. Maria foi logo procurando os pedacinhos de pão que deviam estar marcando o caminho, mas... os passarinhos que moravam ali estavam achando ótimo aquele lanchinho e não deixaram nem um miolinho de pão sobrar. Não havia como achar o caminho de volta para casa. A ideia de marcar o caminho tinha sido ótima, mas não com pedacinhos de pão.

- Agora estamos os dois com fome e perdidos!
Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa e cada vez ficava mais escuro. Em seguida João teve uma boa ideia:
- Vou subir no muro mais alto e ver se encontro alguma casa para passarmos a noite.

Maria achou ótimo, pois já estava muito assustada com os ruídos da noite (crianças assustam João e Maria) na floresta. E João encontrou alguma coisa:

- Tem uma luz daquele lado! Vamos lá ver!
Os dois correram na direção da luz acesa da casa mais próxima.
Ao chegarem, viram uma velhinha que parecia muito boazinha e sorridente.
- Venham cá! Venham, meus amiguinhos. Aqui vão encontrar muita comida gostosa. (distribuição de pirulitos)

Então viram a casa de perto:
- Uuuuau!
As paredes eram de chocolate, o telhado era de sorvete, as portas de biscoito fresquinho e as janelas de balas. Tudo bem enfeitado. Hummm!
- Comam tudo, meus amiguinhos! Depois podem descansar em camas fofinhas e bem quentinhas. Amanhã acharemos a casa de vocês.

E os dois obedeceram contentes e acabaram dormindo de tão cansados que estavam. Acordaram antes do sol nascer, pensando que estavam na maravilhosa casa de doces.

Mas, de repente perceberam que a casa repleta de doces era assim só por fora. Por dentro era um lugar horrível, assustador, com morcegos e lixo, muito lixo espalhado por ali. Uma gargalhada terrível vinha da escada, por onde chegou a bruxa malvada:
- Pensaram que iam escapar, não? Vão ficar presos aqui para sempre, e nunca mais vou deixar que voltem para casa. Ha! Ha! Ha! A bruxa mandou Maria para a cozinha preparar comida para todos: assim ela virou a empregada da casa. Tinha que fazer todo o serviço.

João foi preso numa gaiola e a bruxa só dizia:

- Menino! Trate de ficar bem gordinho! Quando estiver pronto, vai virar o meu jantar especial. Ha! Ha! Ha!

Com o passar dos dias, Maria percebeu que a bruxa malvada não enxergava bem. Tudo ela trazia bem perto dos olhos para ver direito.

Para saber se João estava engordando bem, toda noite chamava o menino e mandava que mostrasse o seu dedinho da mão. Apertava bem, e dizia que ainda estava muito magrinho.

- Maria! Faça mais comida! Ele tem que engordar. Depressa!
João, preso na gaiola já nem sentia fome, de tão triste que estava. Queria voltar a ser livre, correr solto com seus amigos. Lembrava bem como isso era bom.

Enquanto recolhia os lixos e fazia o serviço sem poder brincar, Maria tentava encontrar uma saída para os dois. Mas como enganar a bruxa? O que poderiam fazer para conseguir fugir?

Foi na cozinha e lá teve uma ideia:

Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um ossinho comprido e bem fininho.
Quando levou a comida para João, disse a ele bem baixinho, para a bruxa não escutar:
- Esconda este ossinho para fingir que é seu dedo bem magrinho e enganar a bruxa. Ela não enxerga quase nada...

- Quietos aí! Quem disse que podem conversar?
Desse dia em diante, João sempre mostrava o ossinho para a bruxa apertar quando ela queria saber se ele já estava bem gordinho.

- Maria! Esse menino está magro como um palito. Faça mais comida!
E Maria fazia muitas coisas para que os dois ficassem bem fortes para poder fugir.

Em toda parte, a menina procurava o lugar onde a bruxa escondia a chave da gaiola, mas não conseguia encontrar.
Tudo agora dependia da força de João para fugirem dali.
Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo soltar a grade da gaiola. Tinha ficado bem forte e a bruxa nem imaginava isso.

Os dois correram para se esconder na floresta antes que a bruxa acordasse.
Na luz do dia, conseguiram achar o caminho de casa, e nunca mais saíram assim sozinhos de lá.

( com informações Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Nova Petrópolis )

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