Zerar a conta depende do ponto de vista. A cada dia zeramos a conta. Medimos o quanto vivemos pelos anos que completamos. Mas a vida se faz dia a dia. Amanhã será, veja que ironia, um novo dia! Mais um dia após o outro...
O que conta nesta época do ano é o fator psicológico. O fato de mudar aquele último algarismo na data parece ter um efeito milagrosamente revigorante. Quem se interessa um pouco mais por numerologia pode ser que tenha alguma explicação melhor para isso. Já eu, que nunca fui muito amiga dos números, prefiro pensar em histórias.
Quantas histórias contei em 2007! Quantas vivi... e como é tênue o fio da nossa lembrança. Como esquecemos fácil das coisas que fizemos, dizemos, sonhamos. Não é de hoje que eu escrevo sobre a memória, sobre a importância de registrar as coisas da vida e quando termina mais um ano, esse pensamento retorna com toda força.
Conversava sobre isso com alguns amigos dia desses: o esquecimento. Do que lembraremos para contar aos netos? Para onde irá a nossa lembrança? E as fotos digitais e os e-mails? Que saudade dos álbuns e dos bilhetes...
Mas é assim. Vira-se hoje a página. 2007 entra para a nossa história e uma página todinha em branco se apresenta no livro de nossas vidas, sob o nome de 2008. Um ano de novas histórias, as quais, sejamos realistas: nem todas terão final feliz. Mas é assim a vida: um dia após o outro. E 2008 virá com bônus! É ano bissexto, teremos uma chance a mais para lutarmos pela nossa felicidade. Depende apenas do ponto de vista, afinal a conta zera a cada novo dia.
Feliz dia novo a todos!
PS – As primeiras linhas da página em branco de 2008 irei preencher em espanhol... estou de partida para o Chile, onde vou participar de uma missão da Universidade Católica de Santiago, com outros 2 mil estudantes universitários da América Latina. Volto dia 20 de janeiro, mas pretendo trazer notícias de lá antes disso. Hasta pronto! |  | |