Eu vi!
Sim, eu vi!
Fiquei abismado, mas vi...
Observei ontem à tarde, numa das ruas de Porto Alegre, em um dos bairros mais tradicionais da cidade. O que eu vi? Respondo: um verdureiro.
Não sabem o que é um verdureiro?
Não lembram de um verdureiro?
Bem, um verdureiro é um ambulante que circula (ou circulava) pelas ruas com sua carroça chamando os “fregueses” para adquirirem seus produtos.
Este verdureiro que eu vi – em pleno século XXI – tem até clientela fixa. Já sabem os seus horários de circulação. Sabem da qualidade de seus produtos: frutas e verduras. Todos a granel. Ele circula com uma balança junto à sua carroça.
Ele, o verdureiro, com toda a delicadeza atende seus “clientes”. O troco é certinho... Alguns “compram” com caderno... (fiado...). Pagam no final da semana...
E lá ele, o verdureiro.
Andando.
Falando.
Vendendo.
Chamando.
Lá vai ele.
Lá vai ele junto da sua carroça. Das suas frutas. Das suas verduras. Até mel ele vende...
Lembra muito as nossas cidades de “ontem”.
Eles, “os verdureiros”, faziam o papel dos “mercadinhos”. O papel dos Supermercados de hoje. Não é verdade? Só que os supermercados não vendem no caderno. Somente com cartão. É o cartão de crédito...
Os verdureiros sempre foram muito bem aceitos junto à sociedade.
E hoje?
Hoje eu vi!
Uma relíquia.
Mas eu vi...
Vi o verdureiro...
Será que estão voltando, ou este é o último “dos moicanos?”
Acredito que ainda têm alguns outros circulando por aí. Ainda têm mercado para eles...
Eu vi.
Hoje!
Em pleno século XXI.
“Um verdureiro nas ruas de Porto Alegre”.
Acredito que seria a mesma forma abismada se visse um ET junto às nossas ruas.
Por enquanto só foi um verdureiro.
E amanhã?
Poderá ser um ET?
Quem sabe!!! |  | |